para-ler-na-rede

Olga de Mello

Olga de Mello

Jornalista, acredita que cultura é gênero de primeira necessidade

URL do site: http://www.investimentosenoticias.com.br/blogs/para-ler-na-rede

Páginas – nem sempre felizes - de muitas histórias

cronicasdogolpeFaz um ano e meio que Dilma Roussef foi afastada da Presidência da República e o Brasil passou a assistir a discussões entre Legislativo e Judiciário sobre cassações políticas, enquanto o parlamento apreciava e homologava alterações nas leis trabalhistas e de conservação ao meio ambiente, entre outras. Parte deste curto período histórico foi analisado semanalmente por Felipe Pena em textos publicados semanalmente no jornal carioca Extra, reunidos em Crônicas do Golpe (Record, R$ 29,90), selecionados pelo único critério, explica o autor em nota, de relacionar-se com o tema que dá título ao livro.

Revelações de senhoras discretas

georgeeliotRespeitadíssima pelos especialistas em literatura, George Elliot é talvez a menos badalada romancista inglesa do século XIX, sem a popularidade – fora da Inglaterra, pelo menos - de Jane Austen ou das irmãs Brontë. Por boa parte da vida manteve o estado civil de solteira, mas, ao contrário das suas precursoras, viveu abertamente casos amorosos, dividindo a casa com um homem casado legalmente com outra mulher. Charmosa, mas desprovida de beleza física, ela levou para suas histórias a superficialidade das relações sociais da época, um contraste permanente com o moralismo vitoriano, como se observa em Silas Marner, o tecelão de Raveloe (José Olympio, R$ 44,90), que aborda o isolamento de um homem a quem se imputou um crime não cometido e sua reintegração à sociedade quando adota uma criança abandonada.

Pelas águas e terras da Guanabara

nasaguasdestabaiaFoi numa travessia de barco pela Baía de Guanabara que o compositor e escritor Nei Lopes percebeu “um livro em potencial” com histórias fictícias sobre as ilhas e a população que se distribuiu pela região, à beira-mar. Sob o poético título Nas águas desta baía há muito tempo (Record, R$ 42,90) estão 18 “contos da Guanabara”, com personagens reais e ficcionais em situações imaginárias, durante a Revolta da Armada (1893–1894), quando os navios de guerra apontaram canhões para a cidade do Rio de Janeiro, em protesto contra o governo republicano.

Que tal dar mais que uma folheada?

Quando chega outubro e se percebe que falta pouco para o fim do ano, brota aquela ansiedade porque parece que se perdeu tempo sem cumprir resoluções como parar de comer chocolate, emagrecer 25 quilos e ler tudo o que se pretendia quando folheou aquelas primeiras páginas de tantos e tantos livros. Os japoneses, que sabem como poucos fazer da angústia poesia, inventaram a palavra tsonduku para definir aquela pilha de livros que estão à espera da leitura. Uma de minhas pilhas reúne livros que revelam histórias pouco conhecidas – e das quais sempre vale a pena saber um pouco mais. Que tal dar mais que uma folheada?

Assinar este feed RSS