Selic: sinais de “estagflação” são evidentes, afirma especialista

O Comitê de Política Monetária (Copom) acaba de anunciar a taxa básica de juros (Selic) para o próximo período, mantida em 11%. Para o coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina – FASM, Reginaldo Gonçalves, os juros altos já não são mais garantia de controle de inflação e os sinais de “estagflação” são evidentes. “A indústria continua patinando em suas operações, não conseguindo competitividade para seus produtos. Acabamos de cair mais uma posição no ranking mundial de competitividade, para a 57ª posição. Já passou da hora de fazermos ajustes mais profundos. O consumidor está cada vez mais exigente e quer pagar um preço justo. Assim, acabam buscando no produto importado o que, muitas vezes, não há no nacional: preço”, avalia.

(Redação - Agência IN)

Selic: indústria sente reflexos de juros altos, diz Abiplast

“Independentemente da manutenção ou das pequenas variações da Selic que têm sido anunciadas ao longo de 2014, o patamar atual é muito elevado. A taxa básica de juros do Brasil é refém do problema fiscal. É premente reduzir as despesas públicas, em todas as instâncias governamentais, pois com o Estado gastando mal e muito, não temos como baixar os juros, e o alto preço do dinheiro é inimigo do aporte de capital em empreendimentos produtivos.

FecomercioSP considera correta a manutenção da Selic em 11%

O Banco Central decidiu manter a Selic nos atuais 11%, após reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada nesta quarta-feira, 3 de setembro. Para a FecomercioSP, a decisão foi acertada, ainda que a Entidade não esteja plenamente convencida de que o risco do IPCA ficar acima da meta tenha sido realmente debelado.

A economia brasileira está em recessão e a manutenção da taxa Selic nesse patamar é um erro, diz Steinbruch

Para Benjamin Steinbruch, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - Fiesp, a manutenção da taxa Selic em 11% a.a. coloca em risco a situação financeira de empresas e trabalhadores. "A divulgação dos resultados do PIB no segundo trimestre confirmou o que todos já sabiam: a economia brasileira encontra-se em recessão. O caso da indústria de transformação é ainda pior, pois a queda do segundo trimestre foi a quarta consecutiva. Os investimentos também mostraram a mesma dinâmica."

Copom mantém taxa Selic em 11,00% ao ano, sem viés

Avaliando a evolução do cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 11,00% a.a., sem viés.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.

(Redação - Agência IN)

COPOM: Qual será o futuro das indústrias?

O Copom manteve o mesmo comunicado de sua última reunião, quando interrompeu o ciclo de alta da Selic. A autoridade monetária vem demonstrando muita preocupação em relação a atividade econômica. De acordo com o professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Marcos Andrade,“essa preocupação faz sentido à medida que o cenário atual apresenta uma menor previsão de crescimento e isso colabora com os riscos de aumento de inflação”.

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