Atividade industrial sem tendência definida

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Atividade industrial sem tendência definida (Foto: Pexels) Atividade industrial sem tendência definida

Os Indicadores Industriais de agosto mostram fragilidade do mercado de trabalho e um comportamento oscilante da atividade, que prejudicam a retomada de uma trajetória de recuperação mais duradoura e consistente, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O faturamento real da indústria cresceu 2,4% em agosto, após os ajustes sazonais. Embora não seja suficiente para reverter a queda do mês anterior, o crescimento do mês o mantém em trajetória de alta. O resultado do mês é 3,3% superior ao registrado em abril, mês anterior à crise dos transportes, e 8,2% superior ao registrado em agosto de 2017. O faturamento acumulado nos oito primeiros meses de 2018 é 5,5% maior que o registrado em igual período de 2017.

O emprego industrial manteve-se praticamente constante em agosto, ao registrar uma variação negativa de 0,1% do índice dessazonalizado. Ressalte-se que é o terceiro resultado negativo dos últimos quatro meses; no acumulado do período, o índice recuou 0,5%. Por outro lado, o emprego cresce 0,3% em relação a agosto de 2017. Na comparação entre os acumulados no ano até agosto de 2018 e 2017, há crescimento de 0,4%.

As horas trabalhadas na produção aumentaram 1% na passagem de julho para agosto, na série livre de efeitos sazonais. O índice vem alterando variações positivas e negativas, sem apresentar tendência definida desde o início de 2018. De qualquer modo, o índice de agosto de 2018 é 0,9% maior que o observado em igual mês do ano passado, enquanto o acumulado no ano é 0,8% maior.

A massa salarial real recuou 0,8% entre julho e agosto, após os ajustes sazonais. O índice recuou na comparação em cinco dos últimos seis meses – acumulando queda de 2,8% no período. Na comparação com agosto de 2017, o índice registra queda de 4,8%. O acumulado do ano até agosto é 1,4% menor que o registrado no mesmo período de 2017.

O rendimento segue em tendência de queda. Na passagem de julho para agosto, registrou a quinta queda consecutiva, 0,4%. O rendimento médio caiu 5,1% na comparação com agosto de 2017, enquanto o acumulado no ano até agosto recuou 1,8% frente igual período do ano passado.

Por fim, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) de agosto foi 78,1%, aumento de 0,5 ponto percentual (p.p.) frente a julho. Com o crescimento – o terceiro consecutivo – o índice volta a se aproximar do nível de abril, antes da paralisação dos transportes (78,3%). A UCI de agosto de 2018 é 0,5 p.p. superior à observada em 2017; a mesma variação é contabilizada na comparação entre a média do período janeiro-agosto dos dois anos.

(Redação – Investimentos e Notícias)