Balança comercial registra déficit de US$ 2,27 bi em janeiro

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Balança comercial registra déficit de US$ 2,27 bi na 3ª semana de janeiro Foto: Divulgação Balança comercial registra déficit de US$ 2,27 bi na 3ª semana de janeiro

De acordo com o Ministério da Economia, até a 3º Semana de Janeiro/2021, comparado a Janeiro/2020, as exportações cresceram 8,4% e somaram US$ 10,71 bilhões. As importações cresceram 17,7% e totalizaram US$ 12,98 bilhões. Assim, a balança comercial registrou déficit de US$ -2,27 bilhões e a corrente de comércio aumentou 13,3%, alcançando US$ 23,69 bilhões.

Exportações
Até a 3º Semana de Janeiro/2021, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 0,4% em Agropecuária, que somou US$ 1,29 bilhões; crescimento de 28,1% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 3,22 bilhões e, por fim, crescimento de 2,1% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 6,16 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.

A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Milho não moído, exceto milho doce (55,7%), Café não torrado (38%) e Algodão em bruto (15,3%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto (18,5%), Minério de ferro e seus concentrados (65,8%) e Minérios de cobre e seus concentrados (80,1%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (43,6%), Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (36,9%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (29,7%) na Indústria de Transformação.

Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (-40,5%), Arroz com casca, paddy ou em bruto (-99,9%) e Soja (-98,1%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-23,7%), Minérios de alumínio e seus concentrados (-26,3%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-13,8%) na Indústria Extrativa ; Carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (-16,9%), Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-28,1%) e Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-68,1%) na Indústria de Transformação.

Importações
Até a 3º Semana de Janeiro/2021, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: crescimento de 9,1% em Agropecuária, que somou US$ 0,28 bilhões; crescimento de 19,8% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,46 bilhões e, por fim, crescimento de 15,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 12,00 bilhões. A combinação destes resultados motivou o aumento das importações.

O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Trigo e centeio, não moídos (17%), Milho não moído, exceto milho doce (75,7%) e Soja (244,7%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (195.237,8%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (45,2%) e Gás natural, liquefeito ou não (73,2%) na Indústria Extrativa ; Adubos ou fertiliantes químicos (exceto fertilizantes brutos) (36,9%), Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (20,4%) e Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (42,1%) na Indústria de Transformação.

Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (-43,2%), Sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras (-9,5%) e Lenha e carvão vegetal (-90,1%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-73,2%), Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-14%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-31,8%) na Indústria Extrativa ; Outros medicamentos, incluindo veterinários (-24,7%), Caldeiras de geradores de vapor, caldeiras de água sobreaquecida, aparelhos auxiliares e suas partes (-97,8%) e Veículos automóveis de passageiros (-31,8%) na Indústria de Transformação.

(Redação - Investimentos e Notícias)