BC reduz taxa Selic para 5,50% ao ano

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BC reduz taxa Selic para 5,50% ao ano Foto: Divulgação

O Banco Central anunciou que em sua 225ª reunião, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros brasileira.

Segundo o BC, a Selic teve redução para 5,50% a.a. e o cenário básico do Copom para a tomada de decisão foi que os "indicadores de atividade econômica divulgados desde a reunião anterior do Copom sugeriram retomada do processo de recuperação da economia brasileira". Com isso, o Copom entende que essa retomada ocorrerá em ritmo gradual, informou a equipe econômica.

Já no cenário externo, "os estímulos monetários dentro das principais economias, em contexto de desaceleração econômica e de inflação abaixo das metas, tem sido capaz de produzir ambiente relativamente favorável para economias emergentes". No entanto, o BC afirma que o cenário continua incerto, além de também permanecerem os riscos de uma desaceleração mais intensa da economia global.

Ainda de acordo com o Copom, as expectativas de inflação para 2019, 2020, 2021 e 2022 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 3,5%, 3,8%, 3,75% e 3,5%, respectivamente.

As projeções do Copom ficam em torno de 3,3% para 2019 e 3,6% para 2020. A expectativa é que os juros cheguem em 5,00% a.a. até o fim de 2019 e permaneçam nesse patamar até o final de 2020.

"O Comitê ressalta que, em seu cenário básico para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções. Por um lado, (i) o nível de ociosidade elevado pode continuar produzindo trajetória prospectiva abaixo do esperado. Por outro lado, (ii) uma eventual frustração em relação à continuidade das reformas e à perseverança nos ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária. O risco (ii) se intensifica no caso de (iii) deterioração do cenário externo para economias emergentes."

O Copom reitera que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

O Copom afirma que em sua avaliação o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira tem avançado, no entanto, é preciso continuar na luta por esse processo para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia.

O BC lembra também que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.

(R|edação - Investimentos e Notícias)