IGP-DI apresenta alta de 0,68% em agosto

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Destaque IGP-DI apresenta alta de 0,68% em agosto (Foto: Pexels) IGP-DI apresenta alta de 0,68% em agosto

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi de 0,68% em agosto, percentual superior ao apurado no mês anterior, quando havia sido de 0,44%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com este resultado, o índice acumula alta de 6,63% no ano e de 9,06% em 12 meses. Em agosto de 2017, o índice havia subido 0,24% e acumulava queda de 1,61% em 12 meses.

Dentre os indicadores, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou de 0,52% em julho para 0,99% em agosto. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou -0,30% em agosto após registrar queda de 0,31% em julho. O principal responsável por esta queda menos intensa foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -11,50% para -2,72%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, caiu 0,09% em agosto, ante alta de 0,51% em julho.

O índice do grupo Bens Intermediários variou 0,80% em agosto, contra 1,33% no mês anterior. O principal responsável por esta desaceleração foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 1,02% para 0,59%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,91% em agosto, ante 1,45% no mês anterior.

No estágio das Matérias-Primas rutas a variação foi de 2,80% em agosto. Em julho, a taxa havia sido de 0,53%. Contribuíram para o avanço da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (-1,39% para 6,30%), milho (em grão) (-8,01% para 7,82%) e mandioca (aipim) (-5,72% para 3,56%). Em sentido oposto, vale citar leite in natura (12,51% para 6,41%), cana-de-açúcar (1,52% para -0,36%) e aves (1,46% para -0,60%).

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,07% em agosto, ante 0,17% no mês anterior. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição para o recuo da taxa do IPC partiu do grupo Habitação (1,08% para 0,25%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 5,34% para -0,75%.

Também apresentaram recuo em suas taxas de variação os grupos Transportes (0,00% para -0,35%), Educação, Leitura e Recreação (0,42% para 0,15%) e Comunicação (0,24% para -0,13%). Nessas classes de despesa, as principais influências observadas partiram dos itens gasolina (-0,41% para -1,31%), salas de espetáculo (0,82% para -0,93%) e tarifa de telefone móvel (0,66% para -0,53%). 

Em contrapartida, os grupos Alimentação (-0,61% para 0,06%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,27% para 0,39%), Despesas Diversas (0,05% para 0,68%) e Vestuário (-0,64% para -0,47%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, os maiores avanços foram observados nos itens hortaliças e legumes (-20,54% para -6,94%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,25% para 0,13%), cigarros (0,09% para 2,10%) e roupas (-1,00% para -0,60%).

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,31% em agosto, ante 0,24% no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 47 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 28 apresentaram taxas abaixo de 0,08%, linha de corte inferior, e 19 registraram variações acima de 0,83%, linha de corte superior. Em agosto, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 57,69%, ficando 2,07 pontos percentuais acima do registrado em julho, quando o índice foi de 55,62%.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,15% em agosto, contra 0,61% no mês anterior. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços ficou em 0,33%. No mês anterior, a taxa havia subido 1,08%. O índice que representa o custo da Mão de Obra não registrou variação em agosto. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,23%.

(Redação – Investimentos e Notícias)