Índice de Preços ao Produtor sobe 1,56% em abril

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Destaque Índice de Preços ao Produtor sobe 1,56% em abril (Foto: Divulgação) Índice de Preços ao Produtor sobe 1,56% em abril

Em abril de 2018, os preços das indústrias extrativas e de transformação variaram 1,56% em relação ao mês anterior, resultado superior ao observado em março (1,08%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta foi a maior alta desde outubro de 2017 (1,80%). Das 24 atividades, 21 apresentaram variações positivas de preços, exatamente como no mês anterior.


Na comparação com março de 2018, as quatro maiores variações foram observadas entre os produtos das seguintes atividades industriais: indústrias extrativas (4,83%), refino de petróleo e produtos de álcool (4,31%), outros equipamentos de transporte (3,04%) e madeira (2,98%).

Em termos de influência, na comparação com março, os destaques de abril foram: refino de petróleo e produtos de álcool (0,49 p.p.), alimentos (0,24 p.p.), indústrias extrativas (0,20 p.p.) e metalurgia (0,16 p.p.).

Em abril/2018, o acumulado no ano (abril/2018 contra dezembro de 2017) atingiu 3,54%, contra 1,94% em março/2018. As atividades que, em abril/2018, tiveram as maiores variações neste indicador foram: indústrias extrativas (13,25%), outros produtos químicos (7,03%), metalurgia (6,18%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (5,99%). Neste indicador, os setores de maior influência foram: outros produtos químicos (0,68 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (0,57 p.p.), indústrias extrativas (0,52 p.p.) e metalurgia (0,50 p.p.).

Ao comparar abril de 2018 com abril de 2017, a variação ocorrida foi de 8,03%, contra 6,26% na comparação também de 12 meses em março de 2018. As quatro maiores variações ocorreram em refino de petróleo e produtos de álcool (27,23%), indústrias extrativas (23,91%), papel e celulose (17,05%) e outros produtos químicos (12,15%).

Neste indicador, os setores de maior influência foram: refino de petróleo e produtos de álcool (2,68 p.p.), outros produtos químicos (1,16 p.p.), metalurgia (0,94 p.p.) e indústrias extrativas (0,89 p.p.).

Em abril de 2018, a variação de preços de 1,56% frente a março repercutiu entre as grandes categorias econômicas da seguinte maneira: 1,90% em bens de capital; 2,26% em bens intermediários; e 0,29% em bens de consumo, sendo que 0,14% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e 0,34% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

A influência das grandes categorias econômicas no resultado da indústria geral (1,56%) foi a seguinte: 0,16 p.p. de bens de capital, 1,30 p.p. de bens intermediários e 0,10 p.p. de bens de consumo. No caso de bens de consumo, 0,09 p.p. deveu-se às variações de preços observadas nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis e 0,01 p.p. nos bens de consumo duráveis.

Em abril, o acumulado no ano foi de 3,54%, sendo 3,26% a variação de bens de capital (com influência de 0,28 p.p.), 5,57% de bens intermediários (3,17 p.p.) e 0,26% de bens de consumo (0,09 p.p.). No último caso, houve influência em 0,13 p.p. pelos produtos de bens de consumo duráveis e -0,04 p.p. pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

O acumulado em 12 meses alcançou, em abril, 8,03%, com as seguintes variações: bens de capital, 7,16% (0,61 p.p.); bens intermediários, 11,75% (6,59 p.p.); e bens de consumo, 2,33% (0,82 p.p.), sendo que a influência de bens de consumo duráveis foi de 0,38 p.p. e a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 0,45 p.p.