Indústria mostra dificuldade de retomar o crescimento

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Indústria mostra dificuldade de retomar o crescimento (Foto: Divulgação) Indústria mostra dificuldade de retomar o crescimento

Em abril, a atividade industrial registrou queda, a ociosidade manteve-se elevada e o otimismo com relação à evolução da indústria voltou a recuar, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A produção recuou na comparação com março e o emprego, ainda que tenha se mantido relativamente estável, não dá sinais de recuperação. De uma forma geral, as expectativas seguem otimistas, apesar de não terem evoluído favoravelmente nos últimos dois meses. Os empresários esperam crescimento da demanda, da quantidade exportada e das compras de matérias-primas para os próximos seis meses.

Contudo, após três meses indicando perspectivas positivas, o índice de expectativa do número de empregados registrou 49,9 pontos em maio, apontando para estabilidade do emprego industrial nos próximos seis meses. Além disso, a intenção de investimento registrou queda pelo terceiro mês consecutivo.

A produção voltou a recuar em abril. O índice de evolução da produção ficou abaixo da linha divisória dos 50 pontos, atingindo 48,8 pontos. A queda da produção em abril, na comparação com março, é um movimento usual dado os efeitos sazonais positivos do mês de março. Cabe ressaltar, contudo, que neste ano a queda foi menor do que a observada nos meses de abril de 2014 a 2017.

O emprego na indústria continua sem registrar tendência de crescimento, mas também não apresenta tendência de queda. O índice de evolução do número de empregados ficou em 49,2 pontos em abril, ou seja, próximo à linha divisória dos 50 pontos.

A utilização média da capacidade instalada (UCI) pela indústria manteve-se inalterada na passagem de março para abril, com 66% de utilização. Embora esse percentual seja superior aos registrados no mesmo mês de 2016 e 2017, ainda está 3,0 pontos percentuais abaixo da média histórica para abril, iniciada em 2011.

O índice de utilização da capacidade instalada efetiva em relação ao usual recuou 0,9 ponto em abril, alcançando 43,0 pontos. Apesar do indicador estar abaixo da linha divisória dos 50 pontos, o valor é 6,4 pontos maior do que o observado em abril de 2017.

Os estoques de produtos finais mantiveram-se relativamente estáveis entre março e abril. O índice de evolução dos estoques ficou em 50,6 pontos em abril, próximo à linha divisória dos 50 pontos, indicando que praticamente não houve alteração no nível dos estoques na passagem de março para abril.

O índice de estoques efetivo em relação ao planejado também se manteve próximo à linha divisória dos 50 pontos, alcançando o valor de 50,4 pontos em abril, apontando que os estoques estão praticamente ajustados ao nível planejado pelas empresas.

Os índices de expectativas em relação à demanda, compras de matérias-primas e quantidade exportada de maio estão acima da linha divisória dos 50 pontos, indicando otimismo dos empresários industrias com relação aos próximos seis meses. Contudo, esse otimismo é menos intenso que o apurado em abril, visto que, na comparação com o mês anterior, todos apresentaram queda: demanda (-2,1 pontos), compras de matérias-primas (-1,7 ponto) e quantidade exportada (-1,2 ponto).

O índice de expectativa de número de empregados é o único próximo à linha divisória de 50 pontos, refletindo estabilidade para os próximos seis meses. O índice recuou 0,9 ponto na passagem de abril para maio, alcançando o valor de 49,9 pontos.

O índice de intenção de investimento para os próximos meses manteve-se praticamente constante, passando de 52,9 pontos para 52,2 pontos entre abril e maio de 2018. No entanto, na comparação com fevereiro, o indicador acumula queda de 1,4 ponto.