Inflação entre idosos cresce e fica acima da taxa acumulada pelo IPC-BR

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Destaque Inflação entre idosos cresce e fica acima da taxa acumulada pelo IPC-BR Foto: Divulgação Inflação entre idosos cresce e fica acima da taxa acumulada pelo IPC-BR

O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade, registrou no quarto trimestre de 2018, variação de 0,80%, divulgou nesta segunda-feira (14) a Fundação Getulio Vargas (FGV). No ano, o IPC-3i acumula alta de 4,75%. Com este resultado, a variação do indicador ficou acima da taxa acumulada pelo IPC-BR, que foi de 4,32%, no mesmo período.

Na passagem do terceiro trimestre de 2018 para o quarto trimestre de 2018, a taxa do IPC-3i registrou acréscimo de 0,11 ponto percentual, passando de 0,69% para 0,80%. Três das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação, cuja taxa passou de -1,57% para 3,49%. O item que mais influenciou o comportamento desta classe de despesa foi hortaliças e legumes, que variou 52,48%, no quarto trimestre, ante -31,93%, no anterior.

Contribuíram também para o acréscimo da taxa do IPC-3i os grupos Vestuário (-0,55% para 1,46%) e Educação, Leitura e Recreação (2,21% para 2,85%). Para cada uma destas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: roupas (-1,01% para 1,73%) e passagem aérea (19,60% para 30,61%).

Em contrapartida, os grupos Habitação (1,74% para -0,89%), Transportes (0,73% para -0,20%), Saúde e Cuidados Pessoais (1,20% para 1,14%) e Despesas Diversas (0,66% para 0,31%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Os itens que mais contribuiram para estes movimentos foram: tarifa de eletricidade residencial (5,27% para -8,12%), gasolina (1,79% para -4,92%), medicamentos em geral (0,47% para 0,17%) e cigarros (2,63% para 0,04%).

O grupo Comunicação repetiu a taxa de variação de 0,22%, registrada na última apuração. As principais influências partiram dos itens: pacotes de telefonia fixa e internet (-0,18% para 1,26%), em sentido ascendente, e mensalidade para TV por assinatura (0,99% para 0,22%), em sentido descendente.

(Redação - Investimentos e Notícias)