IPCA-15 avança 0,11 p.p. em abril

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IPCA-15 avança 0,11 p.p. em abril (Foto: Divulgação) IPCA-15 avança 0,11 p.p. em abril

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,21% em abril, 0,11 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de março (0,10%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi a menor taxa para um mês de abril desde 2006, quando o índice registrou 0,17%. 

No ano, a variação acumulada ficou em 1,08%, menor nível para o período janeiro-abril desde a implantação do Plano Real. O acumulado dos últimos doze meses permaneceu em 2,80%, igual ao dos 12 meses imediatamente anteriores. 

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, somente Comunicação (-0,15%) apresentou queda de preços de março para abril. Os demais ficaram entre 0,02% de Educação e 0,69% de Saúde e cuidados pessoais que, além da maior variação de grupo, registrou, também, o maior impacto (0,08 p.p.).

A queda de 0,15% do grupo Comunicação foi influenciada, principalmente, pelo item telefone fixo (-0,45%), em função da redução nas tarifas das ligações locais e interurbanas de fixo para móvel em vigor desde 25 de fevereiro.

No lado das altas, exceto pelos grupos Despesas Pessoais (de 0,12% em março para 0,06% em abril) e Educação (de 0,25% em março para 0,02% em abril), os demais apresentaram aceleração na variação de preços.

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,69%), a pressão foi exercida pelo item plano de saúde (1,06%) e pelos remédios (0,63%) refletindo parte do reajuste anual, em vigor desde 31 de março, variando entre 2,09% e 2,84%, conforme o tipo do medicamento.

O grupo Alimentação e bebidas saiu da queda de 0,07% registrada em março para a alta de 0,15% em abril. Esse movimento foi influenciado, sobretudo, pelas frutas que ficaram, em média, 6,07% mais caras e foram o principal impacto individual no índice do mês (0,06 p.p.). Além delas, outros itens também subiram de preço como o leite longa vida (4,92%) e a refeição fora (0,73%). 

Outros vieram em queda a exemplo das carnes (-1,03%), do tomate (-6,85%) e do frango inteiro (-3,23%). As regiões variaram do -0,58% de Fortaleza até o 0,81% de Brasília. A alimentação no domicílio registrou queda de 0,05% ao passo que a alimentação fora registrou alta de 0,49%.

No grupo Habitação (0,26%), o destaque foi o item energia elétrica (1,45%), influenciada, principalmente, pelo Rio de Janeiro, cuja variação de 10,20% reflete os reajustes de 9,09% e 21,46% nas tarifas das concessionárias, em vigor desde 15 de março.

A alta do Vestuário (0,43%) foi puxada pelos itens roupa feminina (0,62%) e roupa infantil (0,96%).
Nos Transportes (0,12%), o resultado contempla a variação de 0,85% no item conserto de automóvel e 0,35% do ônibus urbano, refletindo os reajustes de 6,17% nas tarifas em Porto Alegre (5,39%), a partir de 13 de março e parte do reajuste de 6,45% de Belém (0,92%) em vigor desde 20 de fevereiro. Ainda nos Transportes, as passagens aéreas vieram com queda de 2,69%, menos intensa que a registrada em março (-15,33%).

Quanto aos índices regionais, apenas a região metropolitana de Pernambuco (-0,07%) e o município de Goiânia (-0,10%) mostraram deflação na taxa de um mês para o outro. As demais ficaram entre 0,09% (região metropolitana de Salvador) e 0,43% (região metropolitana do Rio de Janeiro).

No Rio de Janeiro, a alta foi influenciada pela energia elétrica, que ficou 10,20% mais cara em razão dos reajustes de 9,09% e 21,46% nas tarifas das concessionárias em vigor desde 15 de março. O item plano de saúde também se destacou, com alta de 1,07%.

Em Goiânia (-0,10%), área com a menor variação, os destaques foram o tomate, com queda de 15,25% e a energia elétrica (-1,19%). 

(Redação – Investimentos e Notícias)