PMI Composto do Brasil cai para 50,9 pontos em fevereiro

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PMI Composto do Brasil cai para 50,9 pontos em fevereiro (Foto: Pexels) PMI Composto do Brasil cai para 50,9 pontos em fevereiro

A expansão econômica do setor privado brasileiro como um todo se atenuou na metade do primeiro trimestre, em meio a um desempenho mais fraco do setor de serviços, segundo dados do Markit Economics. O Índice Consolidado de dados de Produção caiu de 52,2 em janeiro para 50,9 em fevereiro e igualou a sua marca mais baixa na atual sequência de oito meses de aumentos. 

O crescimento da produção do setor industrial atingiu um recorde de alta de três meses, contrastando com o aumento mais lento na atividade de serviços. Uma tendência semelhante foi observada para o volume de entrada de novos trabalhos, onde se registrou um crescimento mais brando no setor de serviços e um aumento no setor industrial. Como resultado, as vendas agregadas se expandiram pelo ritmo mais fraco em três meses. 

De um modo geral, a criação de posições atenuou-se em fevereiro, com um aumento mais rápido no nível de empregos do setor industrial sendo neutralizado por um crescimento mais brando no setor de serviços. O setor privado registrou o crescimento mais acentuado nas cargas de custos em quase um ano e meio. Isto foi impulsionado por um aumento mais forte nos preços de compra enfrentados pelos fabricantes. 

A inflação de preços de produtos no nível consolidado também aumentou em relação a janeiro. Ao mesmo tempo, a tendência para exportações foi, de um modo geral, basicamente semelhante para o setor industrial e o de serviços, com ambos os setores observando taxas mais lentas de redução. 

O sentimento em relação aos negócios permaneceu fortemente positivo em fevereiro, com os níveis de confiança tanto na economia industrial quanto na de serviços ultrapassando suas respectivas médias de longo prazo.

Serviços

Após ter ganho uma velocidade notável no início de 2020, o crescimento do setor de serviços no Brasil perdeu impulso em fevereiro. Os resultados mais recentes do PMI indicaram expansões mais brandas nos volumes de novos pedidos e de produção e no nível de empregos. O sentimento em relação aos negócios se enfraqueceu, mas permaneceu robusto no geral. Os dados também revelaram que um aumento mais lento, embora ainda acentuado, nos custos de insumos ajudou a conter a inflação dos preços cobrados. 

Ao baixar de 52,7 em janeiro para 50,4 em fevereiro, o Índice de Atividade de Negócios do setor de serviços, IHS Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, indicou o aumento mais fraco da produção na atual sequência de oito meses de expansão. As empresas que observaram um crescimento citaram a conquista de novos clientes e melhoria nas vendas. As que observaram uma contração relataram uma demanda mais fraca por seus serviços e condições desafiadoras de mercado como causas. 

O volume de novos pedidos se expandiu a um ritmo mais lento, mas sólido mesmo assim, tendo ficado acima de sua média de longo prazo. Foram registrados crescimentos em três das cinco principais áreas da economia de serviços, as exceções sendo a de Transporte e Armazenamento e de Informação e Comunicação. 

O crescimento mais rápido foi observado na categoria de Finanças e Seguros. Os dados de fevereiro destacaram quedas contínuas nos novos pedidos provenientes do exterior. Porém, a desaceleração atenuou-se em comparação com a de janeiro e foi modesta de um modo geral. 

As empresas brasileiras de serviços continuaram a contratar funcionários adicionais na metade do primeiro trimestre de 2020, estendendo, assim, a sequência atual de criação de empregos para sete meses. As empresas que contrataram pessoal adicional citaram como causas a demanda mais elevada e as projeções otimistas de crescimento.

Porém, o aumento nos números de funcionários foi, de um modo geral, marginal e se atenuou em relação a janeiro, com algumas empresas relatando uma diminuição de pessoal devido a tentativas de redução de custos. 

Apesar de um aumento marginal apenas no nível de empregos, os prestadores de serviços conseguiram reduzir ainda mais seus pedidos em atraso. O declínio mais recente nos negócios inacabados foi acentuado e acelerado em comparação com o de janeiro. As empresas de serviços indicaram que o fortalecimento do dólar americano, aliado a preços mais altos de alimentos, combustíveis e peças, causou um aumento adicional em suas despesas operacionais. 

A taxa de inflação de custos se atenuou, atingindo um recorde de baixa de três meses, mas permaneceu acentuada e acima de sua média histórica. Ao mesmo tempo em que algumas empresas elevaram seus preços repassando o aumento da carga de custos aos clientes, outras decidiram deixá-los inalterados para tentarem se manter competitivas. Por causa disso, os preços médios cobrados aumentaram apenas ligeiramente em fevereiro. Como foi o caso para os custos de insumos, o crescimento mais acentuado nos preços de produtos ficou evidente na categoria de Serviços ao Consumidor. 

Os provedores de serviços preveem um crescimento da atividade de negócios no próximo ano, com o grau de otimismo sendo sustentado por previsões de melhores condições econômicas, novos projetos e a aprovação de reformas públicas. Embora tenha se enfraquecido e atingido um recorde de baixa de quatro meses, o grau de otimismo se revelou robusto pelos padrões históricos.

(Redação – Investimentos e Notícias)