Produção industrial varia -0,3% em julho

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Destaque Produção industrial varia -0,3% em julho (Foto: Pexels) Produção industrial varia -0,3% em julho

Em julho de 2019, a produção industrial nacional caiu 0,3% frente a junho (série com ajuste sazonal), terceiro resultado negativo consecutivo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A perda acumulada nesse período foi de 1,2%. O acumulado nos últimos 12 meses (-1,3%) mostrou perda de ritmo frente ao resultado de junho (-0,8%) e permaneceu com a trajetória predominantemente descendente iniciada em julho de 2018 (3,2%). 

No recuo de 0,3% da atividade industrial na passagem de junho para julho de 2019, 11 dos 26 ramos pesquisados mostraram quedas na produção. Entre as atividades, as principais influências negativas foram em: outros produtos químicos (-2,6%), bebidas (-4,0%) e produtos alimentícios (-1,0%). Os dois primeiros têm quedas após taxas positivas em junho (0,9% e 1,5%, respectivamente); já o setor de produtos alimentícios apontou o terceiro mês seguido de queda, acumulando perda de 3,3% nesse período.

Outras contribuições negativas relevantes foram: equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-3,3%, eliminando o avanço de 0,8% do mês anterior) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,6%, acumulando perda de 4,6% em dois meses consecutivos de recuo). Por outro lado, entre os 15 ramos que ampliaram a produção, o desempenho de maior importância foi registrado por indústrias extrativas, que cresceu 6,0%, terceira taxa positiva consecutiva, acumulando, assim, expansão de 18,5% nesse período. Esses resultados positivos interromperam quatro meses seguidos de queda na produção, período em que acumulou redução de 24,5%.

Outros impactos positivos relevantes ocorreram nos setores de máquinas e equipamentos (6,0%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (6,5%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (1,5%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (8,4%), de celulose, papel e produtos de papel (2,6%) e de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (6,2%). Vale citar que essas atividades apontaram resultado negativo no mês anterior: -6,9%, -3,6%, -1,0%, -5,2%, -6,8% e -3,0%, respectivamente.

Entre as grandes categorias econômicas, bens intermediários (-0,5%) e bens de capital (-0,3%) assinalaram as taxas negativas em julho de 2019, com ambas marcando o segundo mês consecutivo de queda e acumulando nesse período redução de 1,0% e 0,6%, respectivamente. Por outro lado, os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (1,4%) e de bens de consumo duráveis (0,5%) apontaram os resultados positivos nesse mês, ambos eliminando parte do recuo acumulado nos meses de maio e junho últimos: -2,4% e -2,6%.

(Redação – Investimentos e Notícias)