Vendas no varejo tendem a ficar estável, aponta MUFG

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Vendas no varejo tendem a ficar estável, aponta MUFG Foto: Divulgação

De acordo com os dados divulgados nessa terça-feira, 16, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em abril, o comércio varejista nacional recuou 16,8% frente a março, na série com ajuste sazonal.

Essa foi a queda mais acentuada da série histórica iniciada em janeiro de 2001, refletindo os efeitos do isolamento social por conta do coronavírus. A média móvel trimestral foi de - 6,1% no trimestre encerrado em abril. Na série sem ajuste sazonal, em relação a abril de 2019, o comércio varejista caiu 16,8%. Já o acumulado nos últimos 12 meses foi 0,7%.

Ainda segundo a pesquisa, no comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas caiu 17,5% em relação a março, enquanto a média móvel foi -9,9%. Em relação a abril de 2019, o comércio varejista ampliado recuou -27,1%, queda recorde da série histórica iniciada em janeiro de 2004. O acumulado nos últimos 12 meses foi de 0,8%.

Para o MUFG (Mitsubishi UFJ Financial Group, Inc), holding do Banco MUFG Brasil, mesmo abril registrando a queda histórica da série, as vendas no varejo em maio tendem a mostrar alguma estabilidade ou até um crescimento modesto, mas ainda em níveis muito baixos em comparação com o período pré-pandêmico.

A instituição vê que o comércio online amenizou um pouco a queda observada em abril e pode até suportar um ligeiro crescimento em maio.

"Ao assumir um controle gradual da pandemia e, portanto, a saída gradual do distanciamento social, há espaço para alguma recuperação durante o segundo semestre deste ano. No entanto, o ritmo de recuperação tende a ser lento em meio às fracas condições do mercado de trabalho (alto número de pessoas desempregadas e trabalhadores desencorajados, bem como menor renda média real da população) e incertezas sobre as perspectivas econômicas", afirma o MUFG.

(Redação - Investimentos e Notícias)