Fundos de investimento têm captação líquida de R$ 47,8 bi no 1º trimestre

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Número de contas que aplicam no produto cresceu 12,1%, chegando a 15,7 milhões Foto: Divulgação Número de contas que aplicam no produto cresceu 12,1%, chegando a 15,7 milhões

Os fundos de investimento tiveram captação líquida de R$ 47,8 bilhões no primeiro trimestre de 2019. De acordo com dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o total representa baixa de 18,2% em relação ao resultado do mesmo período de 2018, quando os ingressos líquidos chegaram a R$ 58,4 bilhões. Mesmo com a queda, o número de contas com aplicações em fundos avançou 12,1%, de 14,2 milhões, em março do ano passado, para 15,7 milhões.

 

Os multimercados apresentaram a maior captação líquida entre as demais classes de fundos, com R$ 12,4 bilhões, 64,7% abaixo do primeiro trimestre de 2018 (R$ 35,1 bilhões). Na sequência, os fundos de ações tiveram ingressos líquidos de R$ 12 bilhões, superando em 21,2% os R$ 9,9 bilhões do mesmo período do ano passado. Já os fundos de renda fixa atingiram captação de R$ 1,1 bilhão nos primeiros três meses de 2019, contra R$ 4 bilhões no mesmo intervalo de 2018.

“À medida em que o cenário econômico estiver mais claro, a tendência é que os ativos tenham performances melhores e que os investidores aproveitem essas oportunidades”, disse Carlos André, vice-presidente da ANBIMA.

Os fundos de ações proporcionaram os maiores retornos médios aos investidores no primeiro trimestre: o tipo Investimento no Exterior (que investe mais de 40% do patrimônio líquido em ativos no exterior) teve rentabilidade média de 8,9%, seguido pelo Índice Ativo (cuja gestão tem o objetivo de superar o benchmark, como o Ibovespa), com 8,3%.

Na renda fixa, os fundos de prazo mais longo tiveram os melhores resultados do trimestre. O tipo Duração Alta Soberano (que investe somente em títulos públicos federais do Brasil com prazos maiores) acumulou retorno médio de 4,3% e o Duração Alta Grau de Investimento (que investe, no mínimo, 80% da carteira em títulos públicos federais do Brasil com prazos maiores) chegou a 3,3%. Entre os multimercados, o tipo Investimento no Exterior (que investe mais de 40% do patrimônio líquido em ativos no exterior) apresentou rentabilidade média de 2,9%.

 (Redação - Investimentos e Notícias)