Investimentos no exterior é uma boa opção para diversificação?

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Investimentos no exterior é uma boa opção para diversificação? Foto: Divulgação Investimentos no exterior é uma boa opção para diversificação?

A diversificação de investimentos tem sido um método bem explorado para quem tem interesse em cuidar do próprio dinheiro. Neste momento, os investidores brasileiros estão cada vez mais interessados em como diversificar o risco que correm, ou seja, como ter o capital diversificado de tal maneira que se houver uma crise conjuntural ou sistêmica no país, seu patrimônio não seja totalmente afetado por isso. A solução encontrada e recomendada para diminuir esses riscos é ter parte do patrimônio investido fora do Brasil. As regulamentações têm mudado bastante nos últimos dez anos, de forma que tem sido cada vez mais prático e acessível para brasileiros investirem em ativos internacionais.

“Ainda não temos uma legislação totalmente favorável, pois se exige que, para ter investimentos fora do Brasil, o interessado seja um investidor qualificado, ou seja, ter um patrimônio financeiro total acima de 1 milhão de reais”, afirma André Bona, educador financeiro do Blog de Valor. Porém, argumentos favoráveis aos investimentos no exterior não faltam. O primeiro é que o horizonte de opções de investimento é muito maior. O Brasil representa apenas 3% do PIB mundial, isso mostra o quanto o investidor se limita quando decide investir somente no Brasil. Quando se fala do universo de ações disponíveis então, a diferença é ainda maior. No Brasil existem cerca de 600 empresas listadas na bolsa. Enquanto no mundo todo são cerca de 60 mil empresas listadas. Sendo assim, quando se olha para fora existem muito mais opções e é possível ser acionista das maiores empresas do mundo.

Outro fator que assusta investidores brasileiros é o fato de ficar sujeito ao câmbio. Como esses fundos investem a aplicação em ações precificadas em dólares, a rentabilidade do fundo também fica sujeita à variação cambial. O educador financeiro explica: “Provavelmente não há discórdia em dizer que o dólar é uma moeda forte. No entanto, quando se pensa em variação cambial, as pessoas se assustam por achar que estar exposto ao dólar é algo desvantajoso”. No entanto, vale considerar que se o dólar sobe, a cota do fundo se beneficia com esse movimento; e se o dólar cai, a cota é prejudicada. De qualquer maneira, há muitas opções de investimentos no exterior sendo oferecidas no Brasil que merecem a atenção dos investidores. “É importante ter parte do patrimônio que esteja atrelada a outros tipos de risco, o que traz mais segurança ao investidor”, conclui Bona.

(Redação - Investimentos e Notícias)