Indústria cresce em 9 dos 14 locais pesquisados em junho

Destaque Indústria cresce em 9 dos 14 locais pesquisados em junho (Foto: Divulgação) Indústria cresce em 9 dos 14 locais pesquisados em junho

Mesmo com a variação nula (0,0%) da atividade industrial nacional, na passagem de maio para junho de 2017, série com ajuste sazonal, nove dos 14 locais pesquisados mostraram expansão na produção, com destaque para Rio de Janeiro (3,1%), Amazonas (2,8%), Pernambuco (1,7%) e Minas Gerais (1,6%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

São Paulo (0,8%), Paraná (0,5%), Espírito Santo (0,1%), Ceará (0,1%) e Goiás (0,1%) completaram o conjunto de locais com índices positivos em junho de 2017. Os locais que obtiveram resultados negativos mais acentuados nesse mês foram a Bahia (-10,0%) e a Região Nordeste (-4,0%), com o primeiro eliminando o avanço de 5,1% registrado no mês anterior; e o último voltando a crescer após acumular expansão de 2,8% nos meses de abril e maio. As demais taxas negativas foram observadas no Rio Grande do Sul (-1,1%), Pará (-0,4%) e Santa Catarina (-0,1%). 

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou acréscimo de 0,8% no trimestre encerrado em junho de 2017 frente ao nível do mês anterior e intensificou o ritmo de crescimento frente ao verificado em maio (0,2%). Em termos regionais, ainda em relação ao movimento desse índice na margem, 10 locais mostraram taxas positivas, com destaque para Ceará (2,6%), São Paulo (1,5%), Pernambuco (0,8%), Santa Catarina (0,8%), Minas Gerais (0,7%) e Pará (0,7%). A perda mais elevada em junho de 2017 aconteceu na Bahia (-2,0%).

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou crescimento de 0,5% em junho de 2017, com oito dos 15 locais pesquisados apontando resultados positivos. Vale citar que junho de 2017 (21 dias) teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (22). Nesse mês, Espírito Santo (10,0%) assinalou a expansão mais intensa, impulsionado, principalmente, pelos avanços registrados por indústrias extrativas (minérios de ferro pelotizados ou sinterizados) e produtos alimentícios (bombons e chocolates em barras, açúcar cristal, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas e massas alimentícias secas). Ceará (4,3%), São Paulo (3,0%), Minas Gerais (2,9%) e Rio Grande do Sul (2,1%) também assinalaram taxas positivas mais acentuadas do que a média nacional (0,5%). Paraná (0,5%), Goiás (0,4%) e Amazonas (0,1%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção nesse mês. A Bahia (-10,9%) apontou o recuo mais elevado em junho de 2017, pressionada, em grande parte, pelo comportamento negativo vindo dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, naftas para petroquímica e óleos combustíveis) e de metalurgia (barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre). Os demais resultados negativos foram observados na Região Nordeste (-5,1%), Pernambuco (-2,9%), Pará (-2,1%), Santa Catarina (-0,9%) e Rio de Janeiro (-0,1%). Mato Grosso (0,0%) repetiu o patamar registrado em junho de 2016.

(Redação – Agência IN)