Intenção de compra de carro, casa e eletrônico recua 50%, aponta ACSP

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Intenção de compra de carro, casa e eletrônico recua 50%, aponta ACSP Foto: Divulgação Intenção de compra de carro, casa e eletrônico recua 50%, aponta ACSP

Em um ano, caiu à metade a intenção dos consumidores brasileiros de comprar eletroeletrônicos. Em março, apenas 16% dos entrevistados disseram estar à vontade para adquirir esses itens, sobre 31% no mesmo mês de 2015. Esse é um dos resultados de pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que ouviu consumidores de todas as regiões brasileiras acerca da intenção de consumirem e de suas percepções quanto a situação financeira e emprego.

Quando a pergunta focou em bens duráveis de maior valor - como imóveis e automóveis - o resultado foi o seguinte: 10% se sentiam à vontade para adquiri-los em março de 2016, contra 23% há um ano.

"Observam-se grandes variações nesses indicadores na comparação com março de 2015. Esse pessimismo no consumo é reflexo da piora da percepção do consumidor em relação à sua situação financeira e ao seu emprego", avalia Alencar Burti, presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo). "Uma mudança de governo não garante que os problemas do Brasil vão se resolver automaticamente. Será necessário muito trabalho para que se possa iniciar a retomada de crescimento da economia" brasileira", complementa Burti.

Os brasileiros que consideraram, em março, que sua situação financeira futura vai piorar nos próximos meses foi de 34%, ante 18% no mesmo período do ano passado. A parcela de pessoas que avaliaram sua situação financeira atual como ruim passou de 35% para 51% em um ano.

Por fim, a parcela de inseguros em seus empregos saltou de 35% para 57% na mesma base de comparação.

Encomendada pela ACSP ao Instituto Ipsos, a pesquisa foi feita entre os dias 13 e 30 de março a partir de 1,2 mil entrevistas domiciliares em 72 municípios, por amostra representativa da população brasileira de áreas urbanas (Censo 2010 e PNAD 2013), com seleção probabilística de locais de entrevista e cotas de escolha do entrevistado, ambas baseadas em dados oficiais do IBGE. A margem de erro da pesquisa é de três pontos.

(Redação - Agência IN)