Lucro Líquido da Lojas Renner fica em R$ 513,1 mi no 4T19

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Lucro Líquido da Lojas Renner fica em R$ 513,1 mi no 4T19 (Foto: Pexels) Lucro Líquido da Lojas Renner fica em R$ 513,1 mi no 4T19

Durante o quarto trimestre, as vendas da Lojas Renner seguiram em ritmo favorável, o que resultou em crescimento de Vendas em Mesmas Lojas de 6,2%, frente à forte base de comparação do 4T18 (12,0%). Essa performance evidencia consistentes ganhos de participação de mercado ao longo do ano, principalmente, quando comparada à performance do Índice PMC – Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE.

Os desempenhos de vendas, tanto da Black Friday como da operação Natal, foram alinhados às expectativas da Companhia, com aumento do fluxo de clientes nas lojas e a boa aceitação da coleção de alto verão.

O Lucro Líquido de R$ 513,1 milhões e a expansão de 1,0 p.p. na Margem Líquida no 4T19, deveram-se, principalmente, ao maior resultado operacional do período, além da menor alíquota efetiva, em função da dedutibilidade fiscal dos valores considerados subvenção para investimentos, conforme atendimento aos requisitos da Lei Complementar 160/17.

As Despesas Operacionais (VG&A) apresentaram queda de 3,6%, quando comparadas as do 4T18, em função, basicamente, da adoção do IFRS 16, que diminuiu esta conta em R$ 115,3 milhões.

No 4T19, o EBITDA de Varejo apresentou crescimento de 14,5%, com expansão de 0,9 p.p. na Margem. Esse resultado foi consequência da maior margem bruta, da manutenção das despesas operacionais sobre a Receita, assim como da maior recuperação de créditos fiscais.

Ao final do ano, a Companhia totalizava 32,5 milhões de cartões emitidos, que representaram 43,4% das vendas de mercadorias do 4T19, ante 43,6% no mesmo trimestre do ano anterior. Não obstante o crescimento de 0,3 p.p. na participação do 0+5 sem juros, a menor penetração do Cartão Renner refere-se, principalmente, ao comportamento do cliente, com menor propensão ao parcelamento de compras com juros.

Em dezembro de 2019, o Contas a Receber somava R$ 3.826,0 milhões, com crescimento de 21,0%, devido, principalmente, à maior utilização do Meu Cartão. Deste total, R$ 1.782,7 milhão (46,6%) refere-se à carteira do Meu Cartão, R$ 1.194,6 milhão (31,2%) à do Private Label, além de outros recebíveis referentes às carteiras do Saque Rápido, das Administradoras de Cartões e de Outros Recebíveis.

No trimestre, o Resultado Financeiro Líquido negativo chegou a R$ 45,9 milhões, em razão, principalmente, do reconhecimento de R$ 33,2 milhões de Despesa Financeira de Arrendamento, referente à adoção do IFRS 16.

Em 31 de dezembro de 2019, o Endividamento Líquido da Companhia foi de R$ 272,7 milhões, 46,0% menor do que a posição de 31 de dezembro de 2018. A redução no Endividamento Líquido deveuse aos menores níveis de Financiamentos Operacionais, consequência da liquidação do FIDC comentada anteriormente e da manutenção dos níveis de Caixa Aplicações Financeiras.

O E-commerce teve crescimento de 56,3%, com performance superior à do setor de vestuário e calçados, conforme dados divulgados por empresa especializada. Esse desempenho evidencia o benefício de iniciativas já implementadas como o Retire em Loja que representou, em dezembro, 36% dos pedidos da plataforma online e as melhorias no aplicativo e de UX (user experience).

Do total investido no trimestre, R$ 124,4 milhões (50,0%) foram aplicados na abertura de Novas Lojas e Remodelações, R$ 100,4 milhões (40,3%) em Sistemas e Equipamentos de Tecnologia e R$ 23,8 milhões (9,5%) em Centros de Distribuição, voltados às soluções de automação para o novo CD em construção em São Paulo.

(Redação – Investimentos e Notícias)