Telecomunicações e transporte de carga aquecem setor de serviços

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Telecomunicações e transporte de carga aquecem setor de serviços Foto: Divulgação Telecomunicações e transporte de carga aquecem setor de serviços

Após cair 0,8% em outubro, o setor de serviços voltou a crescer em novembro de 2017, registrando alta de 1,0% em relação ao mês anterior. Todas as cinco atividades, exceto outros serviços, que ficaram estáveis, tiveram resultados positivos, mas o setor foi especialmente impulsionado pelos serviços de comunicação e informação, que cresceram 0,9%, e pelos transportes, que subiram 0,6%. As informações são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta sexta-feira (12) pelo IBGE.

O gerente da pesquisa, Roberto Saldanha, destaca que telecomunicações e transporte terrestre foram as principais influências positivas para o mês: “No caso das telecomunicações, a alta de 2,0% se deve à maior demanda de serviços para as empresas. Já o transporte terrestre, que cresceu 1,8%, foi puxado pelo transporte de carga, acompanhando o maior movimento da indústria”.

Os serviços profissionais, administrativos e complementares, com um crescimento mais modesto, de 0,2%, também ajudaram a elevar a taxa. Essas três atividades respondem, juntas, por cerca de 85% do setor. Já os serviços prestados às famílias cresceram 0,9%, mas pesam pouco no setor.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, os serviços continuam em queda (-0,7%), porém menos intensa do que as observadas nos meses anteriores. Após cair 3,2% em setembro, o setor registrou queda de 0,4% em outubro.

“A partir de outubro, começamos a observar o início de uma lenta recuperação. Mas outubro e novembro de 2016 foram meses de baixo crescimento e, quando se compara com uma base deprimida, o impacto é menor”, observou Saldanha.

Nessa comparação, destacaram-se, por um lado, as atividades de serviços profissionais, administrativos e complementares, que caíram 6,5% e tiveram impacto de -1,6 p.p no índice; e, por outro lado, os transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, com taxa de 6,5% e impacto de 1,8 p.p.

Segundo Saldanha, “no caso dos serviços profissionais, a queda está relacionada ao corte de gastos e falta de investimento das empresas. Já os transportes vêm apresentando uma recuperação por causa da indústria”.

No ano de 2017, o setor de serviços acumulou, de janeiro a novembro, queda de -3,2% e, nos 12 meses encerrados em novembro, a queda registrada de -3,4%.

(Redação - Investimentos e Notícias)