#EleNão ou #EleSim: como ficam meus investimentos?

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Destaque #EleNão ou #EleSim: como ficam meus investimentos? Foto: Divulgação

Estamos nos aproximando do momento mais importante para o Brasil, neste mês de outubro vamos escolher o novo presidente, que irá desembarcar em Brasília com a nobre missão de colocar o país na rota do crescimento.

Na corrida eleitoral, temos políticos de carreira e aqueles que concorrem pela primeira vez. O candidato que mais chama atenção e o mais citado na internet é o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, preferência de voto daqueles que estão insatisfeitos com a atual política.

Alguns paradigmas foram quebrados nessa campanha eleitoral, vimos a propaganda eleitoral na TV ficar em segundo plano na preferência dos eleitores pela busca das informações dos candidatos à presidência. O candidato com maior tempo de televisão, Geraldo Alckmin, PSDB, vem caindo nas pesquisas, sinal que a estratégia de maior tempo de TV não lhe ajudou. A utilização das redes sociais pelos candidatos cresce fortemente, inclusive com mobilização de movimentos de protesto nas ruas, como visto no último fim de semana, o movimento #elenão dos eleitores contrários ao ex-capitão.

As pesquisas indicam um segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), e mostram que essa disputa está empatada, levando em consideração a margem de erro. A polarização entre esquerda e direita deverá se acirrar, ambos têm rejeição alta e eleitores fiéis que defendem seus candidatos em qualquer situação usando dos mais mirabolantes argumentos. Nesse cenário acreditamos que os votos dos indecisos serão conquistados nas redes sociais e, nesse caso, todo cuidado é pouco, uma vez que a internet está repleta das chamadas Fake News.

Com esse cenário de incertezas político-eleitorais assistimos uma maior oscilação no dólar e principalmente no mercado de ações. A cada pesquisa divulgada com pequenas mudanças nas intenções de votos, o efeito especulativo nos mercados é imediato, característico do atual momento vivido. Diante disso, seria mero palpite afirmar quem será o próximo presidente do Brasil, então nada mais do que justo que falarmos das recomendações de investimentos em ambos os cenários.

Quais os melhores investimentos para aqueles que acreditam na vitória de Jair Bolsonaro?

Provavelmente teremos um movimento forte de alta no mercado de ações, principalmente empresas estatais, como Petrobras, Eletrobrás e Banco do Brasil, o candidato é defensor de privatizações, e isso de certa forma, agrada os investidores. Setor bancário e infraestrutura também devem subir acima da média do mercado. Acredito que nesse momento o foco maior deve ser os investimentos de curto prazo, aproveitando as fortes oscilações. Para aqueles que possuem um perfil mais conservador, a boa e velha dica de diversificar acredito ser o mais prudente, dando maior peso para títulos prefixados na carteira, mas não pode deixar de ter títulos atrelados à inflação e pós-fixado.

Se o candidato do PT ganhar, o panorama é outro:

Com uma vitória de Fernando Haddad, o cenário projetado é oposto, uma queda mais forte no curto prazo da Bolsa, e uma alta do dólar são os cenários esperados. As empresas com resultados atrelados a exportação podem se beneficiar desse movimento. No curto prazo para aqueles que possuem carteira de ações com os principais papéis da bolsa (Itaú, Petrobras, Vale, Gerdau, Ambev e etc.) recomendamos montar uma proteção, que pode ser total ou parcial. O mais indicado é fazer a proteção com derivativos (opções), mas pode ser feito de forma mais simples com ETF Bova11, ou até mesmo com índice futuro. Em renda fixa provavelmente teremos uma pressão na elevação da taxa de juros, portanto a preferência é por títulos pós-fixado atrelados à Selic.  

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*Autor: Rafael Panonko atua no mercado de ações há 10 anos e é analista chefe da Toro Investimentos, onde atua desde 2016. Estudou Gestão Financeira e se tornou Analista CNPI-T registrado na APIMEC e Consultor de Valores Mobiliários registrado na CVM. Tem foco em economia e política e muita experiência em análise de empresas do setor de alimentos, commodities agrícolas, câmbio e derivativos.