Bolsas operam de lado com balanços e indicadores

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Bolsas operam de lado com balanços e indicadores (Foto: Divulgação) Bolsas operam de lado com balanços e indicadores

As principais bolsas de valores apresentam movimentos opostos nesta terça-feira, 05, influenciadas por números da agenda global e dados corporativos. Aqui no Brasil, o Ibovespa avança 0,42%.

Na Ásia, as bolsas encerraram em baixa em função da frustração com o índice PMI-Markit do setor de serviços da China e os fracos balanços de empresas japonesas. Na China, o PMI de serviços ficou em 50 pontos em julho, uma queda em relação aos 53,1 pontos registrados em junho.

Enquanto isso, na Europa, as notícias corporativas são mais favoráveis e o desempenho positivo, apresentado pelos dados de vendas no varejo e do índice PMI composto da Área do Euro, puxam os mercados acionários na região, que caminham para um fechamento em alta.

Em Londres, o índice FTSE 100 sobe 0,06%, a 6.681 pontos. Em Frankfurt, o DAX 30 tem alta de 0,39%, a 9.190 pontos, enquanto o CAC 40 em Paris avança 0,37%, a 4.232 pontos.

Na região, o índice PMI composto da Área do Euro subiu de 52,8 para 53,8 pontos entre junho e julho, segundo leitura final do indicador divulgada hoje. O resultado ficou ligeiramente abaixo da prévia anunciada no último dia 24 de julho, porém representou a décima terceira alta consecutiva do índice.  

Em Wall Street, o cenário é bem diferente e bolsas apresentam queda. Com isso, o índice Dow Jones perde 0,33% aos 16.515 pontos; o S&P 500 recua 0,34% a 1.932 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq apresenta perdas de 0,16% aos 4.377 pontos.

Aqui no Brasil, o Ibovespa apresenta ganhos, influenciado por dados corporativos. Há pouco, o índice, valorizava 0,42%, aos 56.855 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 2.368 bilhões.

E abrindo a agenda de indicadores internos, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, registrou alta de 0,16% no mês de julho, contra os 0,04% registrados em junho. Nesta apuração, os itens de Despesas Pessoais e Saúde estão pesando mais no orçamento doméstico, passando de -0,12% para 1,03% e 0,27% para 0,58% respectivamente.

Do lado corporativo, o grupo francês Vivendi anunciou que recebeu uma oferta da espanhola Telefónica para comprar seu último ativo no setor de telecomunicações, a empresa brasileira GVT, por R$ 20,1 bilhões (€ 6,7 bilhões). Apesar da GVT não estar oficialmente à venda, o conselho da empresa estudará a oferta e decidirá o que fazer na próxima reunião, afirma um comunicado da empresa francesa.

Por outro lado, a fabricante norueguesa de fertilizantes Yara International, uma das líderes mundiais do setor, reforçará a presença no Brasil com a compra de 60% do grupo Galvani Indústria, Comércio e Serviços. A compra custará US$ 318 milhões, segundo a empresa norueguesa.

Além disso, o lucro líquido da BRMALLS foi de R$298,7 milhões no segundo trimestre de 2014, representando um crescimento de 61,8% em relação ao 2T13. Já o Itaú Unibanco anunciou que obteve um lucro líquido recorrente de R$ 4.973 milhões no 2T14, uma alta de 9,8% em relação ao período anterior.

Na renda fixa, os juros futuros operam em alta. Instantes atrás o contrato de DI, com vencimento em janeiro de 2016, o mais negociado, apresentava taxa anual de 11,50%.

Para finalizar, o dólar opera com ganhos de 0,75%. Há pouco, a moeda era vendida a R$ 2,277.

(MR – Agência IN)