IPCA - Índice de Preços ao Consumidor Amplo

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Destaque Principal referência para a inflação no Brasil fechou 2017 abaixo da meta Foto: divulgação Principal referência para a inflação no Brasil fechou 2017 abaixo da meta

Entenda o que é IPCA e como este índice é calculado.

IPCA fica em 0,31% em abril

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril foi de 0,31%, ficando 0,62 ponto percentual abaixo da taxa de março (0,93%). No ano, o índice acumula alta de 2,37% e, em 12 meses, de 6,76%, acima dos 6,10% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2020, a variação havia sido de -0,31%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta de preços em abril. O maior impacto (0,16 p.p.) e a maior variação (1,19%) vieram de Saúde e cuidados pessoais, que havia recuado ligeiramente em março (-0,02%). A segunda maior contribuição (0,09 p.p.) veio de Alimentação e bebidas (0,40%), acelerando em relação ao mês anterior (0,13%).

O grupo Habitação seguiu movimento inverso, passando de 0,81% em março para 0,22% em abril. A única queda observada no mês veio dos Transportes (-0,08%), após as altas de 2,28% e 3,81% em fevereiro e março, respectivamente. Os demais grupos ficaram entre o 0,01% de Despesas pessoais e o 0,57% de Artigos de residência.

A alta do grupo Saúde e cuidados pessoais (1,19%) foi influenciada principalmente pelo resultado dos produtos farmacêuticos (2,69%), que contribuíram com 0,09 p.p. no índice geral. No dia 1º de abril, foi autorizado o reajuste de até 10,08% no preço dos medicamentos, dependendo da classe terapêutica. A maior variação no item veio dos remédios anti-infecciosos e antibióticos (5,20%). Além disso, houve alta também nos produtos de higiene pessoal (0,99%), com impacto de 0,04 p.p.

No grupo Alimentação e bebidas, a alta de 0,40% em abril frente a março (0,13%) é explicada pela alimentação no domicílio (0,47%), que havia recuado (-0,17%) no mês anterior. A maior contribuição (0,03 p.p.) veio das carnes (1,01%), que acumulam alta de 35,03% nos últimos 12 meses. Na sequência, vêm o leite longa vida (2,40%), o frango em pedaços (1,95%) e o tomate (5,46%). No lado das quedas, as frutas (-5,21%) foram o principal destaque, contribuindo com -0,05 p.p. no índice do mês.

A alimentação fora do domicílio (0,23%) por sua vez, apresentou variação inferior à do mês anterior (0,89%), especialmente por causa do lanche, que passou de alta de 1,88% em março para queda de 0,04% em abril.

A desaceleração no grupo Habitação (0,22%) está relacionada principalmente à alta menos intensa do gás de botijão (1,15%) frente a março (4,98%) e ao recuo nos preços da energia elétrica (-0,04%), que haviam subido 0,76% no mês anterior. Em abril, foi mantida a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,343 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Enquanto houve quedas de preço algumas áreas, como São Paulo (-1,22%) e Porto Alegre (-1,38%), por conta da diminuição das alíquotas de PIS/COFINS, outras, como o Rio de Janeiro (3,63%) e Fortaleza (3,32%), apresentaram alta. No Rio, houve reajustes de 4,66% e 4,50% nas concessionárias pesquisadas, em vigor desde 15 de março. Os demais reajustes foram aplicados em abril.

As variações negativas em Campo Grande (-0,82%) e Recife (-0,54%) decorrem de reduções nas alíquotas de impostos. Além disso, em Recife, o reajuste passou a valer no último dia do período de referência da pesquisa.

O recuo nos Transportes (-0,08%) foi influenciado pelos combustíveis (-0,94%). Os preços da gasolina (-0,44%) caíram pela primeira vez, após 10 meses consecutivos de alta. No entanto, o recuo mais intenso veio do etanol (-4,93%), que contribuiu com -0,04 p.p. para o resultado de abril. No lado das altas, os destaques, além dos automóveis novos (1,01%) e usados (0,57%), foram as passagens aéreas (6,41%), que tiveram sua primeira alta de preços do ano.

Ainda em Transportes, a variação de 0,05% em ônibus urbano é consequência do reajuste de 4,76% no preço das passagens em Salvador (0,71%), vigente desde 26 de abril.

Todas as dezesseis áreas pesquisadas apresentaram variação positiva. O maior resultado ficou no município de Rio Branco (0,96%), principalmente por conta dos produtos farmacêuticos (4,50%). Já o menor resultado foi observado em Brasília (0,05%), especialmente em função da queda no preço da gasolina (-1,47%).

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 28 de novembro e 29 de dezembro de 2020 (referência) com os vigentes entre 28 de outubro e 27 de novembro de 2020 (base).

Série histórica do IPCA

O IPCA é um dos índices mais importantes da economia brasileira, por isso é fundamental acompanhar suas movimentações.

Confira abaixo a série histórica do IPCA nos últimos doze meses:

  IPCA - Índice de Preços ao Consumidor Amplo
Mês/ano Valor (%) Acumulado Ano (%) Acumulado 12 meses (%)
Abr/2021 0,31 2,37 6,76
Mar/2021 0,93 2,05 6,10
Fev/2021 0,86 1,11 5,20
Jan/2021 0,25 0,25 4,56
Dez/2020 1,35 4,52 4,52
Nov/2020 0,89 3,13 4,31
Out/2020 0,86 2,22 3,92
Set/2020 0,64 1,34 3,14
Ago/2020 0,24 0,70 2,44
Jul/2020 0,36 0,46 2,31
Jun/2020 0,26 0,10 2,13
Mai/2020
-0,38 -0,16 1,88
Abr/2020 -0,31 0,22 2,40
Mar/2020 0,07 0,53 3,30
Fev/2020 0,25 0,46 4,01
Jan/2020 0,21 0,21 4,19
Dez/2019 1,15 4,31 4,31
Nov/2019 0,51 3,12 3,27
Out/2019 0,10 2,60 2,54
Set/2019 -0,04 2,49 2,89
Ago/2019 0,11 2,54 3,43
Jul/2019 0,19 2,42 3,22
Jun/2019 0,01 2,23 3,37
Mai/2019 0,13 2,22 4,66
Abr/2019 0,57 2,09 4,94
Mar/2019 0,75 1,51 4,58
Fev/2019 0,43 0,75 3,89
Jan/2019 0,32 0,32 3,78
Dezembro de 2018 0,15 3,75 3,75
Novembro de 2018 -0,21 3,59 4,05
Outubro de 2018 0,45 3,81 4,56
Setembro de 2018 0,48 3,34 4,53
Agosto de 2018 -0,09 2,85 4,19
Julho de 2018 0,33 2,94 4,48
Junho de 2018 1,26 2,60 4,39
Maio de 2018 0,40 1,33 2,86
Abril de 2018 0,22 0,92
2,76
Março de 2018 0,09 0,70 2,68
Fevereiro 2018 0,32 0,61 2,84
Janeiro 2018 0,29 0,29 2,86
Dezembro 2017 0,44 2,95 2,95
Novembro 2017 0,28 2,50 2,80
Outubro 2017 0,42 2,21 2,70
Setembro 2017 0,16 1,78 2,54
Agosto 2017 0,19 1,62 2,46
Julho 2017 0,24 1,43 2,71
Junho 2017 - 0,23 1,18 3,00
Maio 2017 0,31 1,42 3,60
Abril 2017 0,14 1,10 4,08
Março 2017 0,25 0,96 4,57
Fevereiro 2017 0,33 0,71 4,76
Janeiro 2017 0,38 0,38 5,35

Fonte: IBGE

Por ser considerado o índice oficial para medir a inflação no Brasil, é normal que os valores do IPCA sejam bastante semelhantes aos da inflação acumulada. Na tabela abaixo, você encontra a inflação acumulada e a meta de cada ano desde 2007 até 2017.

Analisando os dados a seguir, será possível perceber que a inflação acumulada no Brasil em 2017 ficou bem abaixo da meta na comparação com os anos anteriores. Essas mudanças de panorama justificam a importância do IPCA, já que o índice permite que essa situação possa ser monitorada tanto pelos órgãos competentes quanto pela população.

Inflação Acumulada Atual 
 Inflação Taxa  Meta
2019 4,31 4,25
2018 3,75 4,5
2017 2,95 4,5
2016 6,29 4,5
2015 10,67 4,5
2014 6,41 4,5
2013 5,91 4,5
2012 5,84 4,5
2011 6,50 4,5
2010 5,91 4,5
2009 4,31 4,5
2008 5,90 4,5
2007 4,46 4,5

Fonte: Banco Central do Brasil

O que é IPCA?

A sigla IPCA significa Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Este é um índice criado em 1980 para medir a variação de preços do mercado para o consumidor final. Devido à sua abrangência e relevância, a partir dos anos 2000 se tornou o indicador de referência para o governo medir a inflação no País.

O período em que é feita a medição da variação dos preços ocorre entre o primeiro e o último dia de cada mês. A divulgação dos valores mensais para o público é feita no mês seguinte, entre os dias cinco e doze.

Este índice é importante porque reflete o custo de vida das famílias brasileiras com renda entre 1 e 40 salários mínimos. O cálculo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) considera gastos em diferentes setores, como:

- Moradia

- Alimentação e bebidas

- Educação

- Comunicação

- Transporte

- Vestuário

- Saúde e higiene pessoal

- Artigos para casa

- Despesas pessoais

Estas despesas diversas são levantadas em 13 regiões metropolitanas do País, buscando mensurar o padrão de consumo da população brasileira. Por ser grande em território e diversidade de culturas, os pesquisadores do IBGE levam em consideração as diferenças entre regiões. Um exemplo é o tipo de feijão analisado no quesito alimentação.

Nos estados do Pará, Espírito Santo e Rio de Janeiro é coletado o preço do feijão preto. Todavia, no restante dos estados, há maior consumo do feijão carioca e, portanto, é ele que aparece na cesta de produtos pesquisados.

É importante entender que quando o IPCA sobe, indica que os preços de alguns produtos e serviços poderão ficar mais caros. No entanto, quando ocorre queda do índice de um mês para o outro, significa que os preços subiram menos no período e não que caíram.

Apenas quando o IPCA fica negativo é que há queda nos preços dos produtos e serviços pesquisados. Esse movimento também é chamado de deflação.

Com esses dados em mãos, o Banco Central juntamente com o Conselho Monetário Nacional (CMN) pode verificar se o custo de vida das famílias brasileiras está aumentando ou não. Além disso, o monitoramento do IPCA é importante para que o governo averigue se tem cumprido as metas para a inflação. Caso contrário, seria difícil elaborar e colocar em prática medidas para conter a situação.

Muitos não sabem, mas o IPCA possui duas variações: o IPCA-15 e o IPCA-E. O primeiro funciona como uma prévia de inflação do mês, pois o período de coleta das informações vai do dia 16 de um mês até o dia 15 do mês seguinte.

O IPCA-E (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial), por sua vez, possui a mesma metodologia de coleta utilizada no IPCA. A diferença entre eles é que o IPCA-E é divulgado ao final de cada trimestre, oferecendo um balanço trimestral da inflação. Ele é muito utilizado para calcular o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano, mais conhecido pela sigla IPTU.

Outro detalhe: o IPCA-15 e o IPCA-E não abrangem a cidade de Campo Grande.

Como o IPCA afeta o bolso dos brasileiros

Como foi apresentado anteriormente, o IPCA é usado como referência para que o Banco Central monitore a inflação acumulada do País. Com isso, a população brasileira pode ser diretamente afetada pelas variações do índice, não só nas contas básicas do dia a dia como também nos investimentos.

Quando a inflação aumenta, há impacto direto no poder de compra da população. Ou seja, o preço de determinado produto fica mais caro e, portanto, exigirá uma parcela maior do orçamento familiar. Por isso que, de tempos em tempos, os salários também devem ser reajustados, para que haja alinhamento com a inflação.

Outra forma com que o IPCA afeta o bolso dos brasileiros é em relação à taxa básica de juros do País, também chamada de Selic. Se a inflação está alta, o governo costuma aumentar a taxa Selic com o objetivo de conter a inflação. Por outro lado, quando a inflação está sob controle, é possível que o governo brasileiro reduza a taxa de juros para incentivar o crescimento econômico no País.

No que se refere aos investimentos, uma das modalidades que está diretamente ligada ao IPCA é o Tesouro Direto. O programa do governo federal permite a compra e venda de títulos públicos através da internet e oferece títulos com rentabilidade atrelada a este índice.

Os títulos do Tesouro IPCA têm parte de sua remuneração atrelada ao índice e a outra parte se refere a uma taxa prefixada. Dessa forma, essa se torna uma opção interessante para quem quer investir e ter rentabilidade acima da inflação, especialmente no longo prazo.

Outras modalidades que também podem estar atreladas ao IPCA são:

- Letras de Crédito Imobiliário (LCI)

- Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)

- Fundos de Investimento

Resumo: ficha técnica do IPCA

Para resumir as principais características desse índice, veja abaixo uma ficha técnica sobre o IPCA:

- Para que ele serve?

Monitora o custo de vida da população brasileira e é utilizado como indicador oficial de inflação pelo governo brasileiro.

- Qual é sua abrangência?

Os dados são coletados nas regiões metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.

- Quais setores são incluídos em seu cálculo?

Seu cálculo engloba os custos com moradia, alimentação, transporte, vestuário, educação, saúde, artigos para casa, despesas pessoais e comunicação.  

- Quando informações são coletadas?

A coleta de dados para medir o IPCA ocorre entre o primeiro e o último dia de cada mês.

- Quem é responsável pela apuração deste índice?

O órgão responsável é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

- Qual é a periodicidade do índice?

A atualização dos valores do IPCA é mensal.

Para conhecer outros índices fundamentais para a economia brasileira, veja também:

- IGP-M

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro foi de 0,89%, 0,03 pontos percentuais acima da    taxa de outubro (0,86%). Essa é a maior variação para um mês de novembro desde 2015, quando o IPCA foi de 1,01%.   No ano, o indicador acumula alta de 3,13% e, em 12 meses, de 4,31%, acima dos 3,92% observados nos 12 meses    imediatamente anteriores.   Em novembro de 2019, a variação havia sido de 0,51%.   Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em novembro. A maior variação (2,54%) e o    maior impacto (0,53 p.p.) vieram, mais uma vez, do grupo Alimentação e bebidas, que acelerou frente a outubro    (1,93%). A segunda maior contribuição (0,26 p.p.) veio dos Transportes (1,33%). Juntos, os dois grupos    representaram cerca de 89% do IPCA de novembro. Os Artigos de residência (0,86%), por sua vez, desaceleraram em    relação ao mês anterior (1,53%), assim como Vestuário (0,07% em novembro, frente à alta de 1,11% em outubro). Os    demais grupos ficaram entre a queda de 0,13% em Saúde e cuidados pessoais e a alta de 0,44% em Habitação.   A aceleração verificada no grupo Alimentação e bebidas (2,54%) ocorreu principalmente devido às altas mais    intensas em alguns itens do subgrupo alimentos para consumo no domicílio (3,33%), a exemplo das carnes (6,54%) e    da batata-inglesa (29,65%). As variações desses dois componentes em outubro haviam sido de 4,25% e 17,01%,    respectivamente. Além disso, os preços de outros alimentos importantes na cesta das famílias, como o tomate    (18,45%), o arroz (6,28%) e o óleo de soja (9,24%) seguem em alta. No lado das quedas, o destaque foi o leite    longa vida, com queda de 3,47%.   A alimentação fora do domicílio também acelerou na passagem de outubro (0,36%) para novembro (0,57%),    influenciada especialmente pela refeição (0,70%). Destacam-se ainda as altas de cerveja (1,33%) e refrigerante e    água mineral (1,05%), que haviam registrado quedas no mês anterior (de 0,36% e 1,21%, respectivamente).   Nos Transportes (1,33%), a maior contribuição no índice do mês (0,08 p.p.) veio da gasolina (1,64%), cujos preços    subiram pelo sexto mês consecutivo. Entre os combustíveis (2,44%), destaca-se ainda a alta de 9,23% do etanol,    com impacto de 0,06 p.p. no resultado de novembro. Cabe mencionar também as variações positivas dos automóveis    novos (1,05%) e usados (1,25%), que aceleraram ante o mês anterior (quando registraram 0,61% e 0,35%,    respectivamente).   Ainda em Transportes, ressalta-se que a queda de 0,15% verificada em ônibus urbano é consequência da redução de    3,19% nas tarifas praticadas em Porto Alegre (-1,92%), vigente desde 9 de novembro.   Os preços dos Artigos de residência subiram 0,86% em novembro, variação menor que a de outubro (1,53%). A    desaceleração se deu principalmente em função do resultado dos artigos de tv, som e informática (-1,02%), cujos    preços haviam subido 1,07% no mês anterior. Além disso, a alta dos eletrodomésticos e equipamentos (0,72%) foi    menos intensa que a de outubro (2,38%). Já os itens de mobiliário (1,48%) apresentaram variação similar à    anterior (1,55%), contribuindo com cerca de 0,02 p.p. no índice do mês.   O grupo Vestuário (0,07%) também desacelerou em novembro, influenciado principalmente pelas quedas nos preços das    roupas masculinas (-0,33%) e dos calçados e acessórios (-0,19%). No lado das altas, os destaques foram as joias e    bijuterias (0,96%), cujos preços subiram em todos os meses de 2020 e acumulam alta de 14,75% no ano.   A queda em Saúde e cuidados pessoais (-0,13%) decorre especialmente do recuo nos preços dos perfumes (-1,90%) e    dos artigos de maquiagem (-7,44%). Por outro lado, os produtos para pele subiram 3,25%, contribuindo com 0,01    p.p. no resultado de novembro.   Em Habitação (0,44%), os maiores impactos no índice do mês vieram do aluguel residencial (0,44%) e do gás de    botijão (1,37%), ambos com 0,02 p.p. Quanto ao gás encanado (1,57%), a alta observada no mês se deve ao reajuste    de 6,25% nas tarifas no Rio de Janeiro (5,45%), que passou a valer no dia 24/11, retroativo a 1º de novembro,    após decisão judicial. Já o item taxa de água e esgoto variou 0,32% em função dos reajustes de 5,88% em uma das    concessionárias de Porto Alegre (0,19%), em vigor desde 1º de outubro, e de 3,32% em Belo Horizonte (2,90%),    vigente desde 1º de novembro.   Ainda em Habitação, o resultado da energia elétrica foi de 0,01%, com variações que foram desde a queda de 1,72%    em Belém até a alta de 3,69% em Goiânia, onde houve reajuste de 2,57% nas tarifas, válido desde 22 de outubro.    Também houve redução de 0,63% em Brasília (-0,09%) e reajuste em uma das concessionárias de Porto Alegre (0,74%)    e de São Paulo (-0,59%) de 6,58% e de 3,87%, respectivamente. Apesar disso, em São Paulo, houve redução na    alíquota de PIS/COFINS em uma das concessionárias pesquisadas, o que fez com que o resultado da área tenha ficado    negativo.   Todas as áreas pesquisadas apresentaram alta em novembro. O maior resultado ficou com o município de Goiânia    (1,41%), em função das altas das carnes (9,11%) e da energia elétrica (3,69%). Já o menor índice foi registrado    em Brasília (0,35%), influenciado pela queda nos preços da gasolina (-0,68%) e do aluguel residencial (-0,63%).